Cultura
Retrato do ex-príncipe André. Presidente do Louvre apresenta a demissão
Laurence des Cars apresentou a demissão ao presidente francês, Emmanuel Macron já aceitou. Roubo de joias e retrato de André colocado por ativistas contribuíram para a decisão.
A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou a demissão ao presidente francês, Emmanuel Macron. O Eliseu considerou o pedido como um "ato de responsabilidade", numa altura em que as falhas de segurança no principal museu de França - que resultaram no assalto em novembro e a exposição de uma fotografia de André Mountbatten-Windsor nos últimos dias - têm colocado em causa a credibilidade da instituição.
“O chefe de Estado aceitou a demissão [de Laurence des Cars], saudando o ato de responsabilidade num momento em que o maior museu do mundo precisa de calma e de um novo impulso para levar adiante grandes projetos de segurança e modernização, bem como o projeto 'Louvre - Nova Renascença'”, lê-se no comunicado na página oficial do Eliseu.
Apesar da demissão, Des Cars irá liderar uma missão no âmbito da presidência francesa do G7 “sobre a cooperação entre os principais museus” dos Estados-membros.
Laurence des Cars era presidente do Louvre desde 2021. Nos últimos anos, as falhas de segurança colocaram o museu no centro do debate público em França, tendo provocado greves dos funcionários da instituição em dezembro e janeiro.
A questão foi objeto de debates no parlamento francês, com Laurence des Cars a ser chamada várias vezes a prestar declarações perante os deputados sobre as condições de segurança do museu.
Na semana passada, o presidente da comissão parlamentar de inquérito sobre os museus, Alexandre Portier, considerou que o Louvre “tornou-se um estado dentro do estado” e pediu ao Ministério da Cultura para “retomar o controlo” sobre o museu, depois de o roubo de outubro ter revelado “falhas sistémicas” de segurança.
As conclusões de um inquérito administrativo apresentado em dezembro, realizado na sequência do roubo de joias a 19 de outubro, apontaram para falhas de segurança significativas.
Apesar da demissão, Des Cars irá liderar uma missão no âmbito da presidência francesa do G7 “sobre a cooperação entre os principais museus” dos Estados-membros.
Laurence des Cars era presidente do Louvre desde 2021. Nos últimos anos, as falhas de segurança colocaram o museu no centro do debate público em França, tendo provocado greves dos funcionários da instituição em dezembro e janeiro.
A questão foi objeto de debates no parlamento francês, com Laurence des Cars a ser chamada várias vezes a prestar declarações perante os deputados sobre as condições de segurança do museu.
Na semana passada, o presidente da comissão parlamentar de inquérito sobre os museus, Alexandre Portier, considerou que o Louvre “tornou-se um estado dentro do estado” e pediu ao Ministério da Cultura para “retomar o controlo” sobre o museu, depois de o roubo de outubro ter revelado “falhas sistémicas” de segurança.
As conclusões de um inquérito administrativo apresentado em dezembro, realizado na sequência do roubo de joias a 19 de outubro, apontaram para falhas de segurança significativas.
“No tempo de 30 segundos, os agentes da segurança privada Securitas ou a polícia poderiam ter impedido a fuga dos assaltantes”, afirmou Noël Corbin, diretor da Inspeção Geral dos Assuntos Culturais (IGAC) na apresentação do inquérito.